Por um Estado Laico de Fato (?)
No próximo dia 25/05 acontecerá a 12ª Parada Gay de São Paulo e, pelo que afirmam os organizadores, esta será mais politizada do que as demais.
A Parada Gay é, ou deveria ser, um movimento político de militância pelos direitos de gays e lésbicas, mas tem sido tratado como uma balada a céu aberto onde não há respeito e nem ideologia sobre o tema a ser debatido. Durante a parada do ano passado, recorde de público, houve a presença maciça de heterossexuais que, se estivessem lá para apoiar o movimento GLBT aquela teria sido a maior parada GLBT que eu já vi na minha vida, mas infelizmente foi uma parada marcada pelo desrespeito. Isto se deve principalmente pela falta de imposição dos próprios homossexuais presentes que não fazem valer seu momento de expressão e visibilidade para serem ouvidos.
Tenho sinceras expectativas que esta parada do próximo dia 25 seja uma virada de página frente ao desastre que foi a parada do ano passado. Com a ausência de trios elétricos de casas noturnas e uma presença mais efetiva de carros oficiais, espero ver uma movimento de massa “por um estado laico de fato” e não uma festa sem conteúdo. Ultimamente temos em pauta um projeto de lei que criminaliza a homofobia e que permanece parado no congresso graças às iniciativas de grupos religiosos como igrejas evangélicas (que já fora discutidos aqui no post “Chilique homofóbico do Pr. Silas Malafaia”). Estas iniciativas descaracterizam o estado laico previsto na constituição e fere um dos principais direito da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que é a do estado laico (sem influência religiosa) e da igualdade jurídica sem qualquer distinção seja ela do que for.
Estarei no próximo dia 25/05 lutando pelos meus direitos e tenho esperanças que as milhares de pessoas que estiverem lá façam o mesmo, reprimindo ações desrespeitosas de pessoas desinformadas que vão para tumultuar e mostrando que somos muito mais do que um público “alegre”, mas sim um grupo de pessoas que também possuem direitos, organização e voz ativa.
terça-feira, 20 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Motoristas de ônibus de SP rejeitam proposta e confirmam greve na próxima 2ª
da Folha Online (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u402478.shtml)
Os trabalhadores reivindicavam o que consideram perdas salariais, um reajuste de 5,54% e mais 5% de aumento real. A categoria também pede, segundo o Sindmotoristas (sindicato dos motoristas), plano de saúde com qualidade, pagamento de participação nos lucros e resultados das empresas, fim da jornada flexível e folga dupla para aqueles que atuam no setor de manutenção dos veículos. O sindicato patronal oferece 4,69% de aumento, o que a categoria não aceita.
Isso me cheira aumento de tarifa. Não sei você já percebeu, mas toda a greve no setor de trasportes nesta cidade implica no aumento da tarifa. Funciona mais ou menos assim:
O setor (seja ele qual for) pede aumento, a empresa responsável pelo trasporte não "tem condições" para dar, ou falando o português claro, não quer abrir mão de seus lucros altíssimos com o transporte que deveria ser público e não um mercado, deveria possuir preço de subsistência e não de lucro. Assim, para manter os lucros e fazer a peãozada trabalhar cedem aos aumentos, e após as eleições (sempre após as eleições quero que fique bem claro) o próximo prefeito aumenta a tarifa.
Traduzindo em miúdos, a greve que nesta segunda feira vai causar dor de cabeça, ano que vem vai doer em outro lugar. Já pagamos uma tarifa de R$ 2,30, que significa uma viagem do no mínimo R$ 4,60 para ir e voltar do trabalho, isso sem contar a tarifa do metro que é cerca de 4% maior. Estamos ao ponto de pagar uma viagem intermunicipal para andar dentro da própria cidade de São Paulo, se a tarifa aumentar novamente, possivelmente igualar novamente
ônibus e metro (para mais é óbvio) não demorará muito para o metrô subir também e assim vai, a tarifa do transporte público em São Paulo cresce em progressão desde a época (tempos áureos) que ela valia um real.
Uma greve deste tipo, na minha opinião, busca muito mais que a luta da classe trabalhadora, estes trabalhadores para mim trabalham à favor dos grandes (talvez sem perceber) ou sofrem da síndrome mundial de individualismo: desde que o salário deles subam, pouco importa o que acontecerá depois.
Uma síndrome destas aliada à síndrome de comodismo da população que só sabe se queixar e não sabe se impor é um prato cheio para a tarifa aumentar, aumentar, aumentar e quem sabe em 2012 não estejamos pagando de 10 à 15 reais para ir e voltar do trabalho não é mesmo?
da Folha Online (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u402478.shtml)
Os trabalhadores reivindicavam o que consideram perdas salariais, um reajuste de 5,54% e mais 5% de aumento real. A categoria também pede, segundo o Sindmotoristas (sindicato dos motoristas), plano de saúde com qualidade, pagamento de participação nos lucros e resultados das empresas, fim da jornada flexível e folga dupla para aqueles que atuam no setor de manutenção dos veículos. O sindicato patronal oferece 4,69% de aumento, o que a categoria não aceita.
Isso me cheira aumento de tarifa. Não sei você já percebeu, mas toda a greve no setor de trasportes nesta cidade implica no aumento da tarifa. Funciona mais ou menos assim:
O setor (seja ele qual for) pede aumento, a empresa responsável pelo trasporte não "tem condições" para dar, ou falando o português claro, não quer abrir mão de seus lucros altíssimos com o transporte que deveria ser público e não um mercado, deveria possuir preço de subsistência e não de lucro. Assim, para manter os lucros e fazer a peãozada trabalhar cedem aos aumentos, e após as eleições (sempre após as eleições quero que fique bem claro) o próximo prefeito aumenta a tarifa.
Traduzindo em miúdos, a greve que nesta segunda feira vai causar dor de cabeça, ano que vem vai doer em outro lugar. Já pagamos uma tarifa de R$ 2,30, que significa uma viagem do no mínimo R$ 4,60 para ir e voltar do trabalho, isso sem contar a tarifa do metro que é cerca de 4% maior. Estamos ao ponto de pagar uma viagem intermunicipal para andar dentro da própria cidade de São Paulo, se a tarifa aumentar novamente, possivelmente igualar novamente
ônibus e metro (para mais é óbvio) não demorará muito para o metrô subir também e assim vai, a tarifa do transporte público em São Paulo cresce em progressão desde a época (tempos áureos) que ela valia um real.
Uma greve deste tipo, na minha opinião, busca muito mais que a luta da classe trabalhadora, estes trabalhadores para mim trabalham à favor dos grandes (talvez sem perceber) ou sofrem da síndrome mundial de individualismo: desde que o salário deles subam, pouco importa o que acontecerá depois.
Uma síndrome destas aliada à síndrome de comodismo da população que só sabe se queixar e não sabe se impor é um prato cheio para a tarifa aumentar, aumentar, aumentar e quem sabe em 2012 não estejamos pagando de 10 à 15 reais para ir e voltar do trabalho não é mesmo?
domingo, 4 de maio de 2008
TJ PROÍBE MARCHA DA MACONHA EM SP E NO RIO
Os Tribunais de Justiça de SP e do Rio acataram recurso do Ministério Público e determinaram a proibição da "Marcha da Maconha" hoje no parque do Ibirapuera e em Ipanema. Para as promotorias, a manifestação faz apologia ao consumo de drogas. Os organizadores da marcha paulistana tentavam, até o fechamento desta edição, entrar com um recurso contra a decisão
Folha de São Paulo - São Paulo, domingo, 04 de maio de 2008.
Não uso maconha, nem gosto que usem perto de mim e muito menos seria a favor que meu filhos usassem, tenho horror à droga, mas, lendo essa nota (acredite, esta é a notícia na íntegra que saiu na Folha de São Paulo deste domingo), me pergunto: e a liberdade de opinião?
A questão não é nem ser a favor ou contra a liberação da maconha, as coisas vão muito mais além! A livre expressão só se torna digna quando é condizente com a opinião da maioria? Se vai contra os dogmas da sociedade ela não é digna de ser reconhecida? Por que não ouvir o lado deles também? Aliás isto não é (ou deveria ser) uma democracia? Todos os dias é rompido, sem que percebamos, nosso direito de liberdade de expressão e deixamos isto passar, os ideais de um estado laico e abragente da vontade de todos os cidadãos é algo inexistente neste país, tudo o que é discutido é feito através de condutas e opiniões próprias (da igreja e de uma elite) sem levar em consideração o que pensam os demais.
No meu conceito crime é tudo aquilo que faça mal à outra pessoa e eu não vejo malfeitoria a ninguém no uso da maconha com a excessão dos problemas que ela porventura possa causar quando a dependência chega a níveis críticos. Porém, esta mesma dependência em níveis críticos é causada pelo cigarro e álcool e eles não são proíbidos, então, por que a maconha é? Pelo simples fato de não existir uma indústria que lucre e arrecade impostos paro o governo e antes que a maconha se torne um concorrente muito forte para tal elite é melhor reprimir qualquer tipo de movimento a favor desta "aberração". Agora, uma coisa que faz mal a toda população mas ninguém se manifesta contra, é o mal emprego da verba pública, a corrupção, o abuso de poder, má distribuição de renda, as leis arcaicas que regem nossas quadrilhas (ou políticos como desejar) isso sim faz mal à sociedade, e não um grupo de pessoas que querem fumar.
A sociedade se deixa manipular por uma opinião fechada, que não a permite ver de forma aberta as questões atuais do país. As lutas por direitos, sejam eles quais forem, que não agridem ou intefiram na vida de outro cidadão não devem ser negadas ou reprimidas, a liberdade é algo que custou muito ao brasileiro mas que já não existe mais, hoje o brasileiro vive na mesma ditadura de antes, mas desta vez de forma invisível e imperceptível. A sociedade é seduzida pela opinião que querem que ela possua (pela falta de infromação ou formação) e aceita o andar da carruagem sem muito problemas, já que foi conquistada e adestrada a aceitar as coisas como são. A novela mostra que isso é errado, então não vamos apoiar tal movimento, à exemplo mesmo da atual novela da globo "Duas Caras" que no período das manifestações estudantis na USP contra a afronta à autonomia da instituição criticaram de forma indireta por uma verossimilhança porca (usada na novela com as manifestações de estudantes de uma faculdade particular em meio a uma realidade completamente oposta à que se encontrava (e encontra) as universidades públicas) que mostrava estudantes como bardeneiros.
O que falta nas manifestações à favor da legalização da maconha é uma organização, eles começaram agora a expor suas opiniões e vontades. Exemplo de que não se trata de um movimento contra as leis atuais é a própria forma em que está sendo organizado o movimento, sem choques com as autoridades ou o poder público, mas não acredito que eles aguentarão por muito tempo serem tratados como crianças.
Para os mais conservadores que realmente acham que eles são crianças (gostaria de lembrar que não sou a favor da maconha), gostaria de relembrar os tempos em que comunismo era considerado crime político e pais achavam apenas uma "fase" as tendências esquerdistas de seus filhos. É só um exemplo de que, o que hoje pode parecer um absurdo, pode apenas ser fruto de uma manipulação ou de uma visão centralizada demais. Pra você que acha crime fumar maconha, por favor me liste males que ela causa para o próximo (e não para própria pessoa porque se matar é outro direito dela) que o cigarro e o álcool não cause também.
PS: Espero não ser preso por este artigo e por expôr minha opinião ante as repressões a este e outro movimentos pacificos que apenas desejam mostrar sua ideologia. É assegurada na constituição o livre direito de expressão e mesmo que eu seja contra a maconha não acho certo proibir a manifestação da opinião desta minoria.
Fica a dica:
Podcast da Folha onde a Soninha fala sobre a proibição do movimento pela legalização da maconha.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u397668.shtml
Os Tribunais de Justiça de SP e do Rio acataram recurso do Ministério Público e determinaram a proibição da "Marcha da Maconha" hoje no parque do Ibirapuera e em Ipanema. Para as promotorias, a manifestação faz apologia ao consumo de drogas. Os organizadores da marcha paulistana tentavam, até o fechamento desta edição, entrar com um recurso contra a decisão
Folha de São Paulo - São Paulo, domingo, 04 de maio de 2008.
Não uso maconha, nem gosto que usem perto de mim e muito menos seria a favor que meu filhos usassem, tenho horror à droga, mas, lendo essa nota (acredite, esta é a notícia na íntegra que saiu na Folha de São Paulo deste domingo), me pergunto: e a liberdade de opinião?
A questão não é nem ser a favor ou contra a liberação da maconha, as coisas vão muito mais além! A livre expressão só se torna digna quando é condizente com a opinião da maioria? Se vai contra os dogmas da sociedade ela não é digna de ser reconhecida? Por que não ouvir o lado deles também? Aliás isto não é (ou deveria ser) uma democracia? Todos os dias é rompido, sem que percebamos, nosso direito de liberdade de expressão e deixamos isto passar, os ideais de um estado laico e abragente da vontade de todos os cidadãos é algo inexistente neste país, tudo o que é discutido é feito através de condutas e opiniões próprias (da igreja e de uma elite) sem levar em consideração o que pensam os demais.
No meu conceito crime é tudo aquilo que faça mal à outra pessoa e eu não vejo malfeitoria a ninguém no uso da maconha com a excessão dos problemas que ela porventura possa causar quando a dependência chega a níveis críticos. Porém, esta mesma dependência em níveis críticos é causada pelo cigarro e álcool e eles não são proíbidos, então, por que a maconha é? Pelo simples fato de não existir uma indústria que lucre e arrecade impostos paro o governo e antes que a maconha se torne um concorrente muito forte para tal elite é melhor reprimir qualquer tipo de movimento a favor desta "aberração". Agora, uma coisa que faz mal a toda população mas ninguém se manifesta contra, é o mal emprego da verba pública, a corrupção, o abuso de poder, má distribuição de renda, as leis arcaicas que regem nossas quadrilhas (ou políticos como desejar) isso sim faz mal à sociedade, e não um grupo de pessoas que querem fumar.
A sociedade se deixa manipular por uma opinião fechada, que não a permite ver de forma aberta as questões atuais do país. As lutas por direitos, sejam eles quais forem, que não agridem ou intefiram na vida de outro cidadão não devem ser negadas ou reprimidas, a liberdade é algo que custou muito ao brasileiro mas que já não existe mais, hoje o brasileiro vive na mesma ditadura de antes, mas desta vez de forma invisível e imperceptível. A sociedade é seduzida pela opinião que querem que ela possua (pela falta de infromação ou formação) e aceita o andar da carruagem sem muito problemas, já que foi conquistada e adestrada a aceitar as coisas como são. A novela mostra que isso é errado, então não vamos apoiar tal movimento, à exemplo mesmo da atual novela da globo "Duas Caras" que no período das manifestações estudantis na USP contra a afronta à autonomia da instituição criticaram de forma indireta por uma verossimilhança porca (usada na novela com as manifestações de estudantes de uma faculdade particular em meio a uma realidade completamente oposta à que se encontrava (e encontra) as universidades públicas) que mostrava estudantes como bardeneiros.
O que falta nas manifestações à favor da legalização da maconha é uma organização, eles começaram agora a expor suas opiniões e vontades. Exemplo de que não se trata de um movimento contra as leis atuais é a própria forma em que está sendo organizado o movimento, sem choques com as autoridades ou o poder público, mas não acredito que eles aguentarão por muito tempo serem tratados como crianças.
Para os mais conservadores que realmente acham que eles são crianças (gostaria de lembrar que não sou a favor da maconha), gostaria de relembrar os tempos em que comunismo era considerado crime político e pais achavam apenas uma "fase" as tendências esquerdistas de seus filhos. É só um exemplo de que, o que hoje pode parecer um absurdo, pode apenas ser fruto de uma manipulação ou de uma visão centralizada demais. Pra você que acha crime fumar maconha, por favor me liste males que ela causa para o próximo (e não para própria pessoa porque se matar é outro direito dela) que o cigarro e o álcool não cause também.
PS: Espero não ser preso por este artigo e por expôr minha opinião ante as repressões a este e outro movimentos pacificos que apenas desejam mostrar sua ideologia. É assegurada na constituição o livre direito de expressão e mesmo que eu seja contra a maconha não acho certo proibir a manifestação da opinião desta minoria.
Fica a dica:
Podcast da Folha onde a Soninha fala sobre a proibição do movimento pela legalização da maconha.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u397668.shtml
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